A arte como simulação
Segue a seguir dois poemas compostos por mim em uma quinta-feira à noite, na beira da estrada para Beira-rio, numa encruzilhada em que discos voadores ameaçavam as redondezas com... Na verdade são apenas dois textos que escrevi um dia desses antes instalar a internet aqui em casa. Deliciem-se com Surrealismo e Dúvida. Pode ser, até, que eles se complementem. Mas eu não garanto nada.
O Surrealismo não é surreal.
O surrealismo é o super-real, o sobrereal.
Mostrar mais da realidade do que nós, em condições normais, poderíamos perceber.
Tirar o desfoque, equalizar o som, mostrar em câmera lenta.
É Pieter Bruegel... ... e é Matrix.
Há música surreal?
O cinema é surreal. Uma arte surreal.
O Surrealismo é a reconstrução do real. A dúvida, destrói a realidade. A pergunta a reconstrói. E a resposta, a faz nascer de novo.
O Surrealismo é um ideal. Nascido da dúvida, projetado como pergunta.
A razão é uma crença. Que só se sustenta por si mesma.
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A pergunta e a resposta nunca se complementam. Elas se anulam.
A pergunta não é o inverso da resposta.
A pergunta é uma coisa. A resposta é outra.
Não há causa e efeito.
Aliás.
Há.
A pergunta é efeito da dúvida, a causa.
E a resposta é efeito da crença, que é uma dúvida. E uma causa.
Pode ser que não.
Mas vai saber! |